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Quantos livros tem a Bíblia e como ela é dividida

A Bíblia usada pela maioria dos evangélicos tem 66 livros, divididos entre o Antigo Testamento, com 39 livros, e o Novo Testamento, com 27 livros.

Por Redação Giro Gospel
Quantos livros tem a Bíblia e como ela é dividida
Foto: *CQ* / Flickr (CC BY 2.0)

A Bíblia adotada pela tradição protestante e evangélica é formada por 66 livros no total. Essa grande biblioteca sagrada foi escrita ao longo de mais de mil anos, por dezenas de autores diferentes, inspirados por Deus. A organização desses escritos não segue uma ordem puramente cronológica, mas sim temática e literária. Para facilitar a leitura e o estudo, a Bíblia é organizada em duas partes principais: o Antigo Testamento e o Novo Testamento, cada uma com seus próprios blocos de assuntos.

O Antigo Testamento e seus blocos

O Antigo Testamento contém 39 livros. Ele narra a criação do mundo, a história do povo de Israel e as promessas de Deus para a humanidade antes da vinda de Jesus. Essa primeira parte costuma ser dividida em quatro grandes grupos: a Lei, os livros históricos, os livros poéticos e os profetas.

A Lei, também chamada de Pentateuco, reúne os primeiros cinco livros, de Gênesis a Deuteronômio. Neles encontramos o início da humanidade, a escolha da família de Abraão, a saída do povo do Egito e os mandamentos dados a Moisés. Depois vêm os livros históricos, que vão de Josué até Ester. Esse bloco relata a entrada do povo na terra prometida, o tempo dos juízes, o período dos reis de Israel e Judá, o exílio na Babilônia e o retorno a Jerusalém.

O terceiro grupo é formado pelos livros poéticos e de sabedoria, que reúnem Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. São textos com orações, conselhos práticos para a vida diária e reflexões profundas sobre a fé. Por fim, o grupo dos profetas é dividido entre profetas maiores e menores, uma classificação que tem relação com o tamanho dos textos e não com a importância de cada um. Os profetas maiores vão de Isaías a Daniel, e os menores vão de Oseias a Malaquias, trazendo mensagens de correção, consolo e esperança de restauração.

O Novo Testamento e a nova aliança

O Novo Testamento reúne 27 livros e foca na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, assim como no nascimento da igreja primitiva. Ele também é organizado em quatro grupos principais: os Evangelhos, o livro histórico, as cartas ou epístolas e o livro profético.

Os quatro Evangelhos, Mateus, Marcos, Lucas e João, registram a história de Jesus por diferentes olhares, mostrando seus milagres, ensinamentos e cumprimento das profecias antigas. Em seguida, o livro de Atos dos Apóstolos funciona como o registro histórico do Novo Testamento, narrando a descida do Espírito Santo, as primeiras pregações e a expansão do Evangelho por várias cidades e nações.

As epístolas formam o maior grupo do Novo Testamento. Treze delas foram escritas pelo apóstolo Paulo, direcionadas a igrejas e a cooperadores, tratando de fé prática, doutrina e organização comunitária. Há também a carta aos Hebreus e as cartas gerais, escritas por Tiago, Pedro, João e Judas, que orientam os cristãos a permanecerem firmes em tempos difíceis. Para encerrar, o livro de Apocalipse é a parte profética que aponta para o triunfo final de Deus e a renovação de todas as coisas.

A diferença entre a Bíblia evangélica e a Bíblia católica

Uma dúvida muito comum diz respeito à quantidade total de livros quando comparamos diferentes Bíblias. Enquanto a Bíblia protestante possui 66 livros, a Bíblia utilizada pela Igreja Católica possui 73 livros no total. Essa diferença está localizada inteiramente no Antigo Testamento, pois o Novo Testamento tem exatamente os mesmos 27 livros nas duas tradições.

A Bíblia católica inclui sete livros adicionais, conhecidos como deuterocanônicos ou apócrifos: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, Primeiro Macabeus e Segundo Macabeus, além de alguns trechos adicionais nos livros de Ester e Daniel. No período da Reforma Protestante, os reformadores optaram por seguir o cânon hebraico tradicional para o Antigo Testamento, que não continha esses sete livros. Já o Concílio de Trento, no século dezesseis, confirmou a inclusão deles na versão católica. Cada tradição tem suas razões históricas e teológicas para essa escolha, e compreender isso ajuda no diálogo respeitoso entre irmãos de diferentes igrejas.

Perguntas frequentes

Quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos?

A Bíblia não foi escrita com a divisão numérica que temos hoje. A divisão em capítulos foi feita pelo bispo inglês Stephen Langton, por volta do ano 1205. Já a divisão em versículos foi realizada mais tarde, no século dezesseis, pelo impressor francês Robert Estienne, com o objetivo de tornar o estudo e a busca de passagens muito mais fáceis para os leitores.

Qual é o menor e o maior livro da Bíblia?

O menor livro da Bíblia em número de palavras é a Terceira Carta de João, no Novo Testamento, contendo apenas um capítulo com poucos versículos. O maior livro da Bíblia em extensão e número de capítulos é o livro de Salmos, no Antigo Testamento, que reúne cento e cinquenta poemas, cânticos e orações dedicados a Deus.

Por que os livros não estão em ordem cronológica?

Os organizadores das Escrituras preferiram agrupar os livros por estilos literários e temas, para que o leitor pudesse encontrar facilmente ensinamentos parecidos. Por essa razão, os profetas estão juntos em uma seção, as cartas apostólicas em outra e os livros de história em outra, facilitando a consulta temática da mensagem bíblica.

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